A gastroparesia, também conhecida como paresia gástrica, é um distúrbio da motilidade gastrointestinal onde o estômago não consegue esvaziar seu conteúdo de forma adequada. O termo deriva do grego “gastro” (estômago) e “paresis” (paralisia parcial).
Esta condição ocorre quando os músculos do estômago não funcionam normalmente, resultando em digestão lenta e sintomas desconfortáveis que podem persistir por longos períodos.
Principais Causas da Gastroparesia
Diabetes Mellitus
A neuropatia diabética representa a causa mais comum de gastroparesia, responsável por aproximadamente 30% dos casos. O diabetes descontrolado pode danificar o nervo vago, que controla os músculos estomacais.
Pacientes diabéticos com gastroparesia frequentemente apresentam:
- Controle glicêmico inadequado
- Complicações microvasculares
- Neuropatia autonômica
Doenças neurológicas, como a doença de Parkinson, também podem contribuir para o desenvolvimento da gastroparesia. Essas condições afetam o sistema nervoso autônomo, comprometendo a coordenação dos movimentos gástricos e o esvaziamento adequado do estômago.
Medicamentos podem induzir gastroparesia, incluindo:
- Opioides
- Antidepressivos tricíclicos
- Bloqueadores dos canais de cálcio
- Agonistas do GLP-1
Condições pós-operatórias, especialmente após cirurgias abdominais, podem resultar em disfunção motora temporária ou permanente do estômago.
Sintomas Característicos
Os sintomas variam em intensidade e podem incluir náuseas persistentes, vômitos de alimentos não digeridos, sensação de plenitude precoce, distensão abdominal e dor epigástrica. Muitos pacientes também experimentam perda de peso não intencional, fadiga e flutuações nos níveis de energia ao longo do dia.
Relação Entre Gastroparesia e Diabetes
A gastroparesia diabética apresenta características específicas que complicam o manejo tanto da condição gastrointestinal quanto do controle glicêmico. A digestão irregular afeta diretamente a absorção de nutrientes, o timing das refeições e a eficácia da insulina, criando um ciclo vicioso que requer intervenção especializada e monitoramento constante.
Níveis elevados de glicose podem piorar a gastroparesia, enquanto a gastroparesia dificulta o controle diabético, criando um ciclo que requer intervenção especializada. -> aqui está repetitivo
Diagnóstico da Gastroparesia
O diagnóstico envolve avaliação clínica detalhada, incluindo história médica completa e análise de medicamentos em uso. Exames complementares como cintilografia gástrica (considerada padrão-ouro) e endoscopia digestiva alta são fundamentais para confirmar o diagnóstico e excluir obstruções mecânicas.
Tratamento da Gastroparesia
Modificações Dietéticas
A dieta fracionada constitui a base do tratamento e ela incluirefeições pequenas e frequentes (5-6 por dia), redução de fibras insolúveis, limitação de gorduras e consistência líquida ou pastosa quando necessário. Também é recomendado alimentos como purês de frutas, sopas bem cozidas, proteínas magras processadas e carboidratos simples.
Tratamento Medicamentoso
Procinéticos como metoclopramida e domperidona auxiliam na motilidade gástrica, enquanto antieméticos controlam náuseas e vômitos. O tratamento medicamentoso deve ser individualizado conforme a gravidade dos sintomas e resposta terapêutica.
Terapias Avançadas
Para casos refratários ao tratamento convencional, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias.
Prognóstico e Avaliação médicaO prognóstico da gastroparesia varia conforme a causa. Casos relacionados ao diabetes podem melhorar com controle glicêmico otimizado, enquanto formas idiopáticas tendem a ser mais persistentes.
Procure avaliação gastroenterológica se apresentar náuseas persistentes, vômitos recorrentes ou perda de peso inexplicada. Para pacientes diabéticos, integrar o tratamento da gastroparesia com o manejo glicêmico é crucial.



